Há mais de vinte anos ajudando restaurantes, bares e demais serviços de alimentos e bebidas a vencer desafios de compras e controle de perdas, percebi que um dos maiores obstáculos dos gestores não está restrito ao estoque em si, mas em tudo que acontece antes dos produtos chegarem até lá. Quando o tema são :pino: Artigos sobre compras, fornecedores e perdas (diferentes de estoque!), muita gente pensa apenas naquilo que está visível nas prateleiras. No entanto, perdas não controladas se escondem em cada etapa da cadeia de suprimentos, desde o pedido inicial até a entrega e aceitação dos insumos.
Simplificar processos de compras é como abrir espaço para o lucro respirar.
Com base em minha experiência e nas tendências apontadas por recentes estudos do Food Connection e do Sa Mais Varejo, entendo que as perdas externas normalmente estão mais relacionadas à falta de estratégia, à má escolha e acompanhamento de fornecedores, e a processos pouco transparentes na relação de compra e recebimento, do que apenas ao controle do estoque físico.
O que são perdas fora do estoque?
Para mim, ficou muito claro ao longo da carreira que lidar com compras e fornecedores é navegar por áreas em que o erro custa caro. Perdas fora do estoque são todos os prejuízos que acontecem antes dos produtos entrarem para o controle físico do restaurante ou bar. Elas podem ocorrer desde o momento da escolha errada de fornecedor até falhas no pedido, atraso na entrega, recebimento de produtos fora do padrão ou a simples aceitação de insumos com qualidade inferior.
Segundo dados do setor de foodservice brasileiro, 50% das perdas de alimentos acontecem antes mesmo dos produtos chegarem ao varejo, com 33% desses itens ainda próprios para consumo, porém rejeitados por critérios de aparência. Isso sinaliza o quanto a compra criteriosa e o relacionamento com fornecedores impactam não só nas perdas financeiras, mas na segurança alimentar, reputação do restaurante e, por fim, na satisfação do cliente.
Por que o planejamento estratégico de compras é determinante?
Um bom planejamento de compras tem impacto positivo em todas as margens do negócio. Compreender a demanda, saber negociar e escolher os parceiros certos é o que diferencia restaurantes resilientes daqueles que se veem sufocados por desperdícios e prejuízos. Eu costumo pensar o planejamento em três pilares:
- Previsão de demanda baseada em dados reais e históricos;
- Padronização dos critérios de compra (qualidade, prazos, condições de pagamento);
- Gestão do relacionamento contínuo com os fornecedores, com avaliações constantes e contratos alinhados aos objetivos da empresa.
Quando falta estratégia, os problemas aparecem rapidamente: pedidos duplicados, negociações desfavoráveis, falta de clareza sobre preços praticados e aceitação de insumos fora do padrão negociado.
Planejar bem é o primeiro passo para gastar menos e perder menos.
Práticas inteligentes para fortalecer parcerias de compra
Em minha rotina, percebo que muitos gestores negligenciam o contato constante com fornecedores. Um bom relacionamento não se resume apenas a negociar valores. Envolve criar um canal de diálogo aberto, registrar demandas com clareza e apostar em visitas periódicas para avaliar a produção do parceiro. Algumas práticas fazem diferença:
- Visitas técnicas: Ver o fornecedor de perto e entender seus processos é fundamental para evitar surpresas futuras.
- Critérios claros de qualidade: Estabelecer padrões mínimos e máximos aceitáveis, com amostras e laudos técnicos sempre que possível.
- Contratação detalhada: Colocar por escrito volumes, prazos e índices de tolerância, inclusive as penalidades por descumprimento.
- Avaliação de performance: Medir indicadores de entrega, qualidade e disponibilidade para negociações a cada trimestre.
Aprendi, com experiências vividas e compartilhadas, que parcerias bem-feitas reduzem os riscos de perdas externas, geram confiança mútua e até descontos ou condições especiais em negociações futuras.
Como avaliar de verdade os fornecedores?
Quando escuto alguém reclamar de fornecedores, geralmente noto que avaliam apenas preço e prazo. Mas o certo mesmo é criar uma régua de avaliação que engloba:
- Histórico de entregas: Frequência de atrasos, rejeições e devoluções.
- Qualidade dos produtos: Conformidade dos insumos com as especificações combinadas.
- Flexibilidade para negociações: Resposta frente a demandas emergenciais ou ajustes de última hora.
- Documentação e transparência: Emissão correta de notas, laudos e compliance com normas sanitárias.
- Atendimento: Disponibilidade, cordialidade e facilidade de conversar sempre que necessário.
Atribuo pesos a cada um desses critérios e avalio cada parceiro periodicamente. Quando um fornecedor deixa a desejar, abro um diálogo antes de tomar medidas mais drásticas. Essa prática me permitiu criar uma base sólida de fornecedores de confiança ao longo dos anos.
Exemplos de perdas externas comuns
De todas as situações que já encarei, algumas se repetem com frequência quando lidamos com artigos sobre compras, fornecedores e perdas além do estoque:
- Pedidos em excesso: Motivados por promoções de última hora ou má previsão de demanda, levam a dinheiro parado ou dificuldades de armazenamento.
- Falhas contratuais: Fornecedores que não respeitam prazos, especificações ou acordos, causando dores de cabeça e, frequentemente, custos extras.
- Produtos fora do padrão: Receber mercadorias abaixo da qualidade negociada (ex: legumes machucados, carnes fora da gramatura).
- Ruptura de abastecimento: Quando um fornecedor fica indisponível sem aviso, deixando o restaurante sem alternativas viáveis.
- Erros de comunicação: Pedidos feitos por telefone ou Whatsapp sem registros concretos geram entregas erradas e discussões intermináveis.
- Custos ocultos: Taxas extras de frete ou embalagens que não estavam previstos no acordo inicial.
- Desperdício por validade ou perecibilidade acelerada: Insumos recebidos quase vencidos ou com shelf life menor do que o prometido.
Perdas ocultas drenam os lucros mais rápido do que imaginamos.
Esses exemplos, tão frequentes na rotina dos bares e restaurantes, mostram como o acompanhamento rigoroso e transparente das relações de compra é capaz de evitar prejuízos sem nem encostar no estoque físico.
O impacto financeiro das perdas externas
Se você perguntar a qualquer dono de restaurante quanto custa comprar errado, talvez ele não saiba responder logo de cara. Mas após algumas conversas, todos concordam que pequenas falhas ao longo do processo geram perdas financeiras significativas. Segundo estimativas do setor, metade das perdas acontecem ANTES dos produtos chegarem às prateleiras.
É um caminho sem volta: quem não investe em processos detalhados de compra está condenando o próprio negócio a conviver com prejuízos crônicos. Essas perdas aparecem às vezes como descontos dados para compensar atrasos, como vendas canceladas por falta de insumo ou mesmo como insatisfações dos clientes ao receberem pratos fora do padrão habitual.
Estratégias para minimizar desperdícios fora do estoque
Com base na minha trajetória e em muitos projetos bem-sucedidos, listo algumas estratégias que considero transformadoras para quem quer reduzir perdas relacionadas à área de suprimentos:
- Estruture o processo de cotação: Sempre que possível, faça cotações formais com no mínimo três fornecedores diferentes.
- Formalize tudo: Use contratos ou, pelo menos, troque e-mails detalhados que descrevam preços, prazos, quantidades e padrões mínimos de qualidade.
- Audite recebimentos: Treine uma pessoa responsável para checar cada entrega, conferindo amostras, datas e conformidade com os pedidos feitos.
- Documente as ocorrências: Toda falha, devolução ou ajuste deve ser registrada e servir de insumo para avaliar parceiros.
- Ofereça feedback transparente: Compartilhe elogios e críticas construtivas. A maioria dos fornecedores vai encarar como oportunidade de melhoria.
- Mantenha o diálogo aberto: Sempre informe mudanças na rotina do restaurante, adaptações de cardápio ou picos de consumo que possam afetar o volume dos pedidos.
- Utilize tecnologia para monitorar dados: Sistemas como o Zesta permitem visualizar informações relevantes e apontar falhas em tempo real, reduzindo a chance de perdas passarem despercebidas.
O segredo do sucesso está na constância, não só no rigor das auditorias.
Como a inteligência artificial ajuda o restaurante nas compras?
Minha experiência com plataformas de gestão digital, como o Zesta, mudou radicalmente a forma como enxergo o setor de compras e perdas externas. A inteligência artificial e a integração de dados permitem:
- Identificar padrões de desperdício: alertas automáticos apontam compras desnecessárias ou acima do consumo habitual;
- Agilizar a avaliação dos fornecedores: relatórios de performance gerados automaticamente mostram atrasos, descontos, devoluções e ocorrências;
- Centralizar informações: tudo fica registrado em um só lugar: pedidos, contratos, cotações, análises e feedbacks;
- Criar regras automáticas de aprovação: pedidos que fogem do padrão são sinalizados para análise anterior;
- Oferecer visibilidade de compras em tempo real: consulto todos os dados do meu restaurante pelo celular, mesmo fora do trabalho.
A tecnologia é aliada fundamental para eliminar ruídos, retrabalho e perdas que nascem ali, antes que o produto seja estocado e usado. O uso inteligente dessas ferramentas me permitiu reduzir o tempo gasto em checagens manuais e ampliar as margens do meu negócio.
Critérios modernos para avaliar fornecedores estrategicamente
Vivenciar o mercado diariamente me ensinou a olhar para os fornecedores com um olhar criterioso. Critérios modernos de avaliação vão além do preço ou simpatia. Eles envolvem:
- Certificações e responsabilidade ambiental: Fornecedores com compromissos claros com o meio ambiente e processos certificados minimizam riscos e melhoram a imagem do negócio.
- Compliance sanitário: Cheque sempre a regularidade de alvarás, registros e eventuais pendências legais.
- Flexibilidade durante crises: O parceiro reage rápido a situações fora do padrão e se mantém presente quando mais preciso?
- Capacidade de inovação: Bons fornecedores sugerem novos produtos, ajustes e ajudam o restaurante a se destacar.
- Rastreamento de lotes: Se for preciso retirar um produto do mercado, o fornecedor tem registros claros de origem e destino?
Bons fornecedores são verdadeiros parceiros de negócios.
Métricas essenciais para acompanhar desempenho dos fornecedores
Na rotina, definir e acompanhar métricas me poupou prejuízos e dores de cabeça. Recomendo que donos e gestores implementem acompanhamento mensal ou trimestral, com indicadores como:
- Índice de conformidade: Porcentagem de entregas que chegaram de acordo com o pedido realizado.
- Taxa de devolução: Quantidade de vezes que o produto precisou ser devolvido.
- Nível de flexibilidade: Quantas vezes o fornecedor atendeu pedidos emergenciais ou ajustes não previstos.
- Índice de comunicação: Tempo de resposta e clareza na solução de dúvidas e imprevistos.
- Custos flutuantes: Monitorar aumentos de preço fora dos períodos acordados ou sem justificativas claras.
Métricas claras e objetivas permitem negociar contratos melhores e identificar rapidamente fornecedores que estão deixando a desejar. Esse acompanhamento deve ser contínuo: só assim a gestão será transparente e livre de surpresas desagradáveis.
Principais desafios na gestão de compras e fornecedores
No início da carreira, eu subestimava o quanto um erro no pedido ou uma entrega mal conferida podiam afetar as contas do restaurante por semanas a fio. Com o tempo, aprendi que os principais desafios são:
- Dificuldade de padronização: Cada fornecedor tem um processo diferente, dificultando auditorias e controles.
- Volume de informações desconexas: Pedidos feitos por diferentes colaboradores, em variados canais, sem registro centralizado.
- Resistência à tecnologia: Muitos ainda acreditam que “como sempre foi feito” é suficiente para garantir resultados consistentes.
- Falta de tempo: O gestor acaba apagando incêndios, sem fôlego para análise detalhada das compras realizadas.
Gestão de compras é, na essência, gestão de riscos.
Dominar esses desafios passa por investir em processos padronizados, comunicação clara com a equipe e relação transparente com fornecedores.
A importância do registro detalhado e comunicação eficaz
Descobri que registrar tudo é a base para qualquer processo de melhoria. Pedidos feitos sem registro viram as causas ocultas de perdas externas. E qualquer dúvida, semanas depois, se transforma em palavra contra palavra.
Por isso, invisto em ambientes digitais integrados, com registro automático de pedidos, confirmação por e-mail e notificações sujeitas a aprovação. Sempre reforço que telefone ou mensagem instantânea sem registro só servem para casos emergenciais. O padrão é documentar para criar rastreabilidade e evitar discussões futuras.
Gestão humanizada: Como feedback construtivo evita perdas futuras
Se tem algo que acredito é que fornecedor não deve ser apenas pressionado. O clima de disputa só gera impasses e soluções provisórias. Compartilhar feedbacks, positivos e negativos, constrói laços de confiança e abre canais para melhoria contínua.
- Registre elogios quando uma entrega antecipada ou ajuste for resolvido rapidamente.
- Destaque episódios em que o fornecedor lançou mão de seu estoque de segurança para atender o restaurante em um pico de demanda.
- No caso das críticas, foque em fatos concretos, dados de não conformidade, sempre com abertura para ouvir a defesa ou justificativa do parceiro.
Parceiros fortalecem o negócio, fornecedores distantes aumentam riscos.
Ao adotar esse olhar, já vi fornecedores se tornarem consultores, trazendo novas soluções e evitando improváveis rupturas de oferta.
Como lidar com instabilidade de preços e variação de insumos?
É natural em mercados voláteis que preços subam e fornecedores precisem repassar aumentos. Segundo levantamento do setor, 49% dos restaurantes relataram ter trocado fornecedores e 35% substituíram ingredientes para enfrentar custos dos insumos (veja o estudo).
Na minha vivência, o segredo é antecipar tendências e construir uma lista de fornecedores alternativos. Negocio sempre contratos com reajustes programados e evito depender de um único parceiro. Em momentos de alta nos preços, revisito cardápios, priorizo pratos com melhor margem e comunico o time da cozinha sobre as mudanças.
Mantenho registro dos históricos de preços para defender negociações e exijo sempre trocas documentadas no caso de substituição de insumos.
A importância de alternativas e homologação de novos parceiros
Os eventos imprevisíveis dos últimos anos, como greves ou crises de abastecimento, deixaram clara a necessidade de manter uma lista de fornecedores aprovados, homologados e prontos para atender rapidamente em situações específicas.
- Produtos críticos: Sempre tenha dois fornecedores aprovados para os insumos que mais impactam o cardápio.
- Testes de qualidade periódicos: Amplie a base com pequenas compras e avalie desempenho antes de assinar contratos completos.
- Consolidação de fornecedores: Sempre que possível, reduza o número de parceiros, mas sem abrir mão de alternativas qualificadas.
Usando inteligência humana e artificial no Zesta para reduzir perdas
Se posso dar um conselho valioso, é justamente integrar inteligência humana e digital, como faço com o Zesta. O sistema permite:
- Registrar ocorrências;
- Criar alertas automáticos para receitas fora do padrão;
- Emitir relatórios de performance facilmente exportáveis para negociações;
- Consolidar toda a comunicação em um só lugar, facilitando a tomada de decisão a distância.
Esse tipo de integração me oferece tranquilidade, pois mesmo em viagens ou períodos fora do restaurante, tenho total acompanhamento do que é comprado, de quem, e com qual resultado.
Como instruir a equipe de compras para fortalecer o processo?
Não adianta ter processos ou sistemas incríveis se a equipe não entende a gravidade das perdas externas. Costumo treinar o time sobre:
- Leitura atenta das notas fiscais;
- Checagem visual e manual de todos os lotes entregues;
- Comunicação de divergências imediatamente para compras e fornecedores;
- Feedback contínuo dos resultados e impactos negativos das falhas de compra;
- Uso correto de sistemas digitais para registrar tudo;
Equipe alinhada é o maior antídoto contra desperdício invisível.
Já presenciei equipes resistentes melhorarem seus próprios indicadores quando veem, na prática, que podem fazer parte da solução e contribuir para o restaurante crescer.
Padronização de processos: Checklist para compras de restaurantes
Uso pessoalmente um checklist rápido para não perder o foco em etapas críticas de compra:
- Pedido registrado e oficial?
- Conferência física realizada no recebimento?
- Produto dentro da validade e padrão?
- Nota fiscal corresponde ao pedido?
- Ocorrências registradas imediatamente?
- Avaliação de entrega lançada no sistema?
- Contrato atualizado e válido?
Seguindo essas pequenas rotinas, o risco de perdas externas é drasticamente reduzido. Tornou-se automático e eficiente na rotina do meu restaurante com o tempo.
Como transformar a relação com fornecedores em diferencial competitivo?
Se antigamente negociava-se apenas para reduzir custos, hoje considero fundamental trabalhar parcerias que oferecem: qualidade, flexibilidade, responsabilidade e compromisso com inovação. Uma relação construída nesse modelo reduz custos indiretos, facilita ajustes no cardápio e antecipa oportunidades para negociar novas condições.
Fornecedores inteligentes agregam valor ao cardápio e ao negócio.
Eu estimulo reuniões regulares, visitas técnicas e compartilhamento de dados para que todos enxerguem benefícios mútuos. Em cada renovação de contrato, compartilho números, elogios e pontos de melhoria para que a expectativa seja clara e o comprometimento real.
Como comunicar mudanças de cardápio ou volume a fornecedores?
Para evitar perdas fora do estoque, compartilho previsões, promoções e variações sazonais com antecedência. Isso evita rupturas ou excesso na entrega. Na prática:
- Envio calendários: Eventos e promoções são informados por e-mail, acompanhados de previsões individuais de consumo.
- Alinhamento semanal: Converso sobre ajustes de pedidos e possíveis impactos logísticos para evitar improvisos.
- Feedback estruturado: Após eventos, relato o que deu certo e o que poderia melhorar, ajustando os fluxos para próximas edições.
Evitar surpresas é bem mais barato do que corrigir desperdícios depois.
A importância da análise histórica de compras para redução de perdas
O acompanhamento histórico das compras me mostra padrões de consumo, sazonalidades e oportunidades de renegociação.
- Evito compras desnecessárias: Revisando relatórios completos, entendo o que foi comprado em excesso no passado.
- Planejo promoções: Identifico períodos de maior saída e preparo o estoque em acordo com fornecedores.
- Nego melhor: Uso os dados para buscar descontos e condições especiais em negociações futuras.
Plataformas como o Zesta me ajudam a centralizar essas informações em dashboards e relatórios visuais práticos, orientando decisões melhores e antecipando riscos.
Quem conhece o passado das compras, domina o futuro dos lucros.
Padronização de critérios de qualidade: Como reduzir divergências?
Padronizar critérios de qualidade na compra é medida obrigatória para evitar recebimentos indevidos e discussões posteriores. Para isso, adoto:
- Padrão visual e sensorial: Fotos, amostras testemunhas e laudos técnicos clareiam o que pode ou não ser aceito.
- Tabelas de tolerância: Aceitação de pequenas divergências, desde que previamente acordadas, sem prejuízos ao processamento.
- Registro de não conformidades: Cada desvio é documentado, com imagens, e compartilhado para futuras correções.
Padronizar critérios transforma a comunicação em algo objetivo, evitando subjetivismos e desgastes.
Como evitar impactos negativos de substituições e trocas de insumos?
Como muitos colegas, também já precisei substituir ingredientes em cima da hora. Para evitar que isso prejudique o padrão do cardápio ou cause perdas indiretas, recomendo:
- Teste antecipado: Sempre avalio o novo insumo em receitas piloto com a equipe antes de homologar a troca definitiva.
- Comunicação interna rápida: Informo imediatamente os chefs e garçons de qualquer alteração.
- Atualização de sistemas: Trocas e substituições aparecem em tempo real no Zesta, evitando usos de materiais errados.
- Registro de impacto no controle de qualidade: Monitoro feedback dos clientes e eventuais rejeições para tomar medidas rápidas.
Substituições rápidas e mal comunicadas geram retrabalho, desperdício e já afetaram a reputação de muitos estabelecimentos. Com processo padronizado, os impactos são mínimos e rapidamente ajustados.
Como manter transparência total com fornecedores?
A melhor arma contra as perdas invisíveis é a transparência. Compartilhe dados, negociações, volumes e expectativas sem receio.
Uso acordos “guarda-chuva”, que cobrem diferentes tipos de compra, cláusulas claras de recompra ou rejeição, e acesso livre a relatórios de não conformidades. Faço reuniões quinzenais para eliminar dúvidas, e sempre envio feedbacks para criar um ambiente de melhoria contínua.
Quanto mais transparente, menor a chance de surpresas negativas.
Checklist final para não perder dinheiro com compras mal-feitas
No fim, todo cuidado ainda pode ser pouco quando se trata de compras e fornecedores. Por isso, sigo este checklist final antes de aceitar qualquer recebimento:
- Confira o pedido oficial registrado;
- Faça inspeção física e registre desconformidades;
- Checar validade, apresentação e especificações técnicas;
- Certifique-se de que a nota fiscal condiz com o pedido e a entrega;
- Registre resultados em um sistema de fácil acesso e análise;
- Dê retorno rápido ao fornecedor em caso de falha;
- Analise o impacto financeiro semanalmente;
- Pense na estratégia para próxima compra, com base nos erros e acertos atuais.
Esses passos me ajudaram a economizar milhares de reais em perdas externas ao longo dos anos, além de viver relações muito mais tranquilas com meus parceiros de compra.
O futuro das compras no foodservice: Novas tendências e oportunidades
Recentemente, os dados apontam para um movimento forte de redução de desperdício na área de compras, busca ativa por novos fornecedores e uso de ferramentas digitais para integrar dados e melhorar a performance do restaurante. Segundo a Food Connection, 65% dos operadores querem cortar desperdício, e já 49% trocaram fornecedores para enfrentar custos mais altos.
Vejo com otimismo o futuro, principalmente nos pontos de:
- Uso intensivo de inteligência artificial para detectar padrões de perda antes do produto chegar ao estoque;
- Plataformas como o Zesta trazendo alertas de estoque para evitar compras desnecessárias;
- Poder de negociar melhor e minimizar custos indiretos por meio de contratos mais inteligentes;
- Análise histórica consolidada, melhorando a eficiência da cadeia de suprimentos e dando poder ao gestor;
- Redução progressiva de perdas externas, melhorando as margens e a sustentabilidade dos negócios de alimentos.
Comprar certo é tão importante quanto vender bem.
Conclusão: Invista na gestão de compras para transformar resultados
Depois de tantos anos atuando no setor, vejo que o segredo da boa gestão não está apenas no estoque organizado, mas no caminho que o insumo percorre antes de entrar pela porta. Se você quer mesmo ampliar lucros, deve tratar cada cotação, pedido, recebimento e avaliação de fornecedor com o mesmo rigor aplicado no controle das receitas do restaurante.
Invista em sistemas modernos, como o Zesta, que unem inteligência artificial e humana, permita que sua equipe seja parte da solução, e avalie continuamente seus parceiros de suprimento. Confie na padronização e na transparência das relações. Garanto que, em pouco tempo, os resultados serão visíveis na saúde financeira e na tranquilidade da rotina.
Gestão de compras eficiente não é custo: é investimento em lucro.
Agora é hora de agir: conheça mais a fundo como o Zesta pode te ajudar a transformar o controle de estoque e o acompanhamento de fornecedores no seu restaurante ou bar. Chega de desperdício invisível: otimize o que realmente importa e aumente seus lucros com segurança e praticidade.
Perguntas frequentes sobre perdas fora do estoque
O que são perdas fora do estoque?
Perdas fora do estoque são prejuízos que acontecem antes de o insumo ou produto entrar no controle físico do restaurante. Isso inclui problemas na compra, falhas de recebimento, qualidade inadequada, atrasos ou rupturas, entre outros fatores que afetam o resultado financeiro e operacional antes do uso do insumo.
Como reduzir perdas com fornecedores?
Reduzir perdas com fornecedores envolve registrar e formalizar todo o processo de compra, treinar a equipe para fazer conferências detalhadas, padronizar critérios de aceitação, dar feedbacks regulares aos parceiros e adotar sistemas digitais que apontem falhas rapidamente. Também é fundamental negociar contratos claros e avaliar regularmente a performance dos fornecedores.
Quais os principais motivos de perdas externas?
Os principais motivos incluem recebimento de mercadorias fora do padrão negociado, atrasos, notas fiscais com divergências, pedidos feitos sem planejamento, falta de controle documental, substituições não comunicadas e rupturas inesperadas de abastecimento. Todos esses fatores impactam negativamente o resultado, muitas vezes sem serem percebidos de imediato.
Vale a pena automatizar o controle de compras?
Automatizar o controle de compras é uma das melhores formas de evitar perdas fora do estoque, pois centraliza informações, elimina ruídos de comunicação, gera alertas preventivos e agiliza avaliações dos fornecedores. Sistemas como o Zesta trazem relatórios precisos, fácil rastreabilidade e redução de custos ocultos, dando mais tempo e tranquilidade ao gestor.
Como escolher bons fornecedores para evitar perdas?
Para escolher bons fornecedores, avalie histórico de entrega, qualidade dos produtos, flexibilidade, transparência e regularidade documental. Dê preferência a parceiros que compartilham valores de responsabilidade, inovação e têm capacidade comprovada de reagir rápido a imprevistos. Acompanhe os indicadores e construa relações abertas para garantir melhorias contínuas e menores riscos de perdas.

Quanto mais transparente, menor a chance de surpresas negativas.